quinta-feira, 21 de outubro de 2010

Capacidade do ser humano, " ser humano"

            Quando você acha que já viu de tudo, acontece algo que lhe impressiona. O mundo é um turbilhão de acontecimentos. A notícia de que 33 mineiros estão confinados a 700 metros de profundidade, algo nunca visto.Como aqueles homens vão aguentar até serem socorridos, vivendo em condições precárias, sentindo a falta de seus familiares, e o desespero de quem aguarda esperançoso do outro lado.
         Ao falar da capacidade humana, não podemos deixar de relaciona-lá a tecnologia, pois a capacidade de criar e inovar influi diretamente no nosso dia a dia, desde, levando o homem a lua, à faze-lo adentrar terra abaixo.
   E também da capacidade de ajudar o próximo, como no caso de um herói, da segunda guerra mundial, que permaneceu no anonimato por anos. Ele salvou mais de 500 crianças da antiga Tchecoslováquia. Sozinho ele mandou cartas para o mundo, atrás de famílias interessadas em adotar crianças. Este ato só foi descoberto quando a sua mulher achou diários contendo endereços e fotos antigas, e questionou-o.
   Isto mostra que a capacidade humana está muito além do que imaginamos. Ela está interligada desde o descobrimento de água em Marte a capacidade de amar o próximo.


O herói a quem me referi a cima é Nichoas Winton, a primeira vez que vi o vídeo(http://www.youtube.com/watch?v=9Xgmz1O-Rtk) chorei!
não é todo dia que lemos ou ouvimos falar de histórias assim..ASSISTA!

quarta-feira, 13 de outubro de 2010

Querida não me espere para o jantar

Era o último dia de trabalho. Fazia aproximadamente um mês que estávamos trabalhando naquela mina. O serviço era árduo, a sensação de estar embaixo da terra não era agradável. Minha filha mais nova, Josefa sempre me questionava: " Você não tem medo do escuro, papai?" E eu, calmamente respondia que não. Eu tinha um velho hábito de observar o céu antes de descer, e naquela manhã, estava majestoso. E pensei " querida me espere para o jantar". Eu estava com tantas saudades...
Me chamo Ernesto, eu e mais 32 mineiros descíamos a alameda. O resto da manhã transcorreu tranquilamente, ao meio dia, enquanto almoçávamos. Ouvimos um barulho ensurdecedor.
Passou-se uma semana, estávamos desesperados, não havia meio de sair, a água era escassa, o grupo estava estressado, cansado e amedrontado. Estávamos a 700 metros da superfície. Eu particularmente descarte a ideia de poder sair, perdi a noção do tempo, senti que iria morrer ali. Matias, um dos meus companheiros, estava muito debilitado: precisava de remédios. Antônio, o nosso líder, tentava em vão manter o controle. De repente fomos surpreendidos por um barulho, era algo parecido com uma broca.
O comandante dos bombeiros não acreditou no que viu.
- Um bilhete, gritou.
- Eles estão bem, foi o que eles escreveram.
Na coletiva Josué, o comandante disse:
-Temos muito trabalho pela frente, iremos fazer o possível para tirá-los de lá. Julio Verne que me desculpe, mas essa missão terá o nome de Viagem a quase o centro da Terra.