domingo, 3 de julho de 2011

Andando em uma trilha em meio às folhas amarelas caídas no chão com uma passagem linda de plano de fundo, avistei uma bangalô, curiosa como sou, entrei.
Meus olhos avistaram lindos moveis rústicos, que não combinavam com o abandono do lado de fora...
foi então que ouvi um barulho e tudo ficou escuro e silencioso apesar da lareira acessa e a unica coisa que ouvia era o estalar das lenhas..
 foi então que uma mão pousou no meu ombro direito..

continua..

domingo, 26 de junho de 2011

resolvi retornar, antigamente postava algumas das minhas redações feitas no cursinho (duas) haha
pretendo ser mais assidua! 

O Vento sopra, fazendo as ultimas folhas que permaneceram do outono caírem.. Domingo sempre foram melancólicos, frio e neblina completavam a bela tarde. Brigitte pegou o carro escondido de seu pai e foi ao cemitério, era o único lugar naquela cidade que a deixava calma e serena. Por ser no alto lá ventava e a única coisa que ouvia, era o murmúrio do vento... sentou ao tumulo ao lado de seu avô e chorou, chorou como se fosse uma criança.. não havia ninguém que poderia abraça-la e fazer sentir-se bem..

quarta-feira, 1 de dezembro de 2010

Hoje cheguei em casa depois da aula, observei que a luz do quarto da frente estava acesa, raramente ela está, mas hoje 23:15 ela estava, igual a uma quinta que parecia ser qualquer. Ouço grilos, sapos e latidos de cachorros ao fundo, praticamente o mesmo cenário, mas hoje não ventava...
Ah! noninho porque as pessoas não são pelo menos metade generosas, e principalmente educadas como o senhor? Precisamos de pessoas assim, nesse mundo cruel no qual vivemos, para ter esperança..
Me pego pensando em ir lhe visitar, pedir: "Dormiu bem hoje, nono?", e dai o senhor tentar me contar uma coisa trivial. Indo tomar chimarrão no domingo de manhã. A última vez que jogamos baralho, lembro bem,
era frio, tinha pinhão na chapa, e como sempre o senhor nunca perdia..
A última vez que pegou na minha mão e tentou me dizer algo, que eu não entendi, eu queria entender, queria muito, mas não consegui..
Quem vai me abençoar agora?  me chamar de Julia? ninguém..
O senhor me ensinou a ser forte, enfrentar o que tiver que enfrentar até o último instante.
E é isso nono, que eu vou fazer sempre, não importa o que acontecer..

quinta-feira, 21 de outubro de 2010

Capacidade do ser humano, " ser humano"

            Quando você acha que já viu de tudo, acontece algo que lhe impressiona. O mundo é um turbilhão de acontecimentos. A notícia de que 33 mineiros estão confinados a 700 metros de profundidade, algo nunca visto.Como aqueles homens vão aguentar até serem socorridos, vivendo em condições precárias, sentindo a falta de seus familiares, e o desespero de quem aguarda esperançoso do outro lado.
         Ao falar da capacidade humana, não podemos deixar de relaciona-lá a tecnologia, pois a capacidade de criar e inovar influi diretamente no nosso dia a dia, desde, levando o homem a lua, à faze-lo adentrar terra abaixo.
   E também da capacidade de ajudar o próximo, como no caso de um herói, da segunda guerra mundial, que permaneceu no anonimato por anos. Ele salvou mais de 500 crianças da antiga Tchecoslováquia. Sozinho ele mandou cartas para o mundo, atrás de famílias interessadas em adotar crianças. Este ato só foi descoberto quando a sua mulher achou diários contendo endereços e fotos antigas, e questionou-o.
   Isto mostra que a capacidade humana está muito além do que imaginamos. Ela está interligada desde o descobrimento de água em Marte a capacidade de amar o próximo.


O herói a quem me referi a cima é Nichoas Winton, a primeira vez que vi o vídeo(http://www.youtube.com/watch?v=9Xgmz1O-Rtk) chorei!
não é todo dia que lemos ou ouvimos falar de histórias assim..ASSISTA!

quarta-feira, 13 de outubro de 2010

Querida não me espere para o jantar

Era o último dia de trabalho. Fazia aproximadamente um mês que estávamos trabalhando naquela mina. O serviço era árduo, a sensação de estar embaixo da terra não era agradável. Minha filha mais nova, Josefa sempre me questionava: " Você não tem medo do escuro, papai?" E eu, calmamente respondia que não. Eu tinha um velho hábito de observar o céu antes de descer, e naquela manhã, estava majestoso. E pensei " querida me espere para o jantar". Eu estava com tantas saudades...
Me chamo Ernesto, eu e mais 32 mineiros descíamos a alameda. O resto da manhã transcorreu tranquilamente, ao meio dia, enquanto almoçávamos. Ouvimos um barulho ensurdecedor.
Passou-se uma semana, estávamos desesperados, não havia meio de sair, a água era escassa, o grupo estava estressado, cansado e amedrontado. Estávamos a 700 metros da superfície. Eu particularmente descarte a ideia de poder sair, perdi a noção do tempo, senti que iria morrer ali. Matias, um dos meus companheiros, estava muito debilitado: precisava de remédios. Antônio, o nosso líder, tentava em vão manter o controle. De repente fomos surpreendidos por um barulho, era algo parecido com uma broca.
O comandante dos bombeiros não acreditou no que viu.
- Um bilhete, gritou.
- Eles estão bem, foi o que eles escreveram.
Na coletiva Josué, o comandante disse:
-Temos muito trabalho pela frente, iremos fazer o possível para tirá-los de lá. Julio Verne que me desculpe, mas essa missão terá o nome de Viagem a quase o centro da Terra.